Gestão da criatividade e inovação nas empresas: caos organizado?

Inovar, desenvolver produtos e serviços inovadores, descobrir maneiras de conquistar novos mercados ou sugerir novos usos criativos para produtos e serviços já existentes na empresa.

Paredes cobertas de post-its, pufes coloridos, mesas de pebolim (ou totó, se preferir), horários flexíveis, teletrabalho, ferramentas colaborativas online e até protótipos feitos de massinha de modelar ou com peças de lego são o cenário estereotipado desta busca desenfreada pela criatividade e inovação nas organizações.

A verdade é que este tipo de iniciativa para a gestão da criatividade e inovação nas empresas é saudável e muito estimulante para os funcionários de gerações mais novas.

Por outro lado, algumas culturas organizacionais mais rígidas (como em agências de fiscalização governamental, empresas de auditoria e escritórios de direito, por exemplo) podem sentir um choque com este modelo de comportamento.

Nesse contexto, elencamos 4 diretrizes ou pilares que podem ajudar na gestão da criatividade e inovação nas empresas e que visam 2 objetivos principais:

  1. Não travar os processos criativos e a vontade de inovar na organização
  2. Organizar essas iniciativas de forma concreta, para que não se transformem em sonhos impossíveis

Para isso, é preciso modelar um processo de inovação criativa, que pode ser resumido nas 4 fases que apresentaremos a seguir.

Veja também: Modelos de negócios disruptivos: a fórmula revelada

4 etapas para implantar a gestão da criatividade e inovação nas empresas

O caos criativo existe e pode funcionar bem em alguns ambientes, mas um pouco de ordem nesse processo ajuda a obter resultados concretos e mais duradouros.

1- Comunique claramente a todos: queremos inovar

Muitas empresas não deixam claro como a inovação é importante e que este tipo de iniciativa é valorizada.

Discursos esporádicos e memorandos frios não combinam, nem um pouco com uma efetiva gestão da inovação e da criatividade na empresa.

Com o enorme número de ferramentas colaborativas para comunicação interna hoje disponíveis, é importante criar uma plataforma de inovação, definindo quais os objetivos da empresa, que mercados pretende desenvolver, tecnologias disponíveis e outras informações.

Mas isso deve ser uma diretriz não limitante: Trata-se de uma forma de formalizar este desejo inovador da organização e criar um espaço para discussão de ideias, um ponto de partida.

Uma mídia social interna, que pode ser criada até mesmo do G+ corporativo ou do Workplace, entre outras ferramentas, é uma maneira excelente de divulgar sua política de criatividade e inovação na empresa.

2- Organize o tempo para inovar

Já ficou famoso o caso do Google, que permite que seus funcionários usem 20% de seu tempo de trabalho na empresa para se dedicar a projetos pessoais e inovadores.

Mas, mais uma vez, se as regas do tempo disponível para inovação não forem divulgadas adequadamente, seus colaboradores não se sentirão seguros para isso.

Existem 4 modelos principais de gestão da criatividade e inovação na empresa, adote o que mais tiver relação com a cultura e os objetivos de seu negócio:

  • Tempo livre indeterminado: cada colaborador escolhe se, quando e quanto tempo vai usar em projetos inovadores
  • Tempo estimulado: muito semelhante ao primeiro modelo, a diferença é que fica bem claro que este tempo empregado em inovação é extremamente valorizado pela empresa.
  • Tempo determinado: neste caso, existem eventos, palestras, concursos e reuniões específicas em que os colaboradores deverão se dedicar às iniciativas criativas.
  • Tempo definido: é o caso do Google, em que se define uma porcentagem do tempo de trabalho que pode ser usada para inovar.

Veja mais: Inovacão disruptiva: a sacada genial que muda uma era!

3- Controle atividade e resultados

É importante que a gestão da criatividade e inovação nas empresas defina uma maneira de medir quanto tempo e recursos estão sendo usados para inovar e quais os resultados obtidos.

Assim, será possível aperfeiçoar a política de inovação constantemente, incentivando e normatizando as práticas que geraram mais lucros ou atingiram outras metas estabelecidas pela empresa.

4- Reconhecimento

Gerar ideias inovadoras faz parte do trabalho dos funcionários, mas isso não impede a empresa de reconhecer esses esforços com diplomas e até mesmo com prêmios na forma de bônus e promoções, para os autores dos projetos que geraram mais lucro para o negócio.

Confira também: Inovação disruptiva, mais um exemplo de palavra da moda?

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4 Comentários. Deixe novo

  • e o 5º…?

    Responder
    • Wallace Oliveira
      08/01/2018 3:49 pm

      Olá Bruno, Você tem razão. Houve um engano quanto a quantidade que realmente são 4.

      Responder
  • o reconhecimento sempre deve se ocorrer em ambito grupal, quando se valoriza a nível individual, o colaborador tende a esquecer do envolvimento dos outros, criando um comportamento egoísta, minando o espírito de equipe. Além do mais, se não houver gerenciamento eficiente do ambiente (psicologico, social, físico) de trabalho, a criatividade e inovação pode ser prejudicado. A criatividade flui melhor, sem dúvida, em ambiente de trabalho sadio, mas não permissivo demasiadamente, pois, o trabalhador brasileiro é um tipo de trabalhador que culturalmente: quer fazer do ambiente de trabalho a extensão de sua casa, querer levar vantagem em tudo, fazer alianças para se favorecer…. O gerenciamento de criatividade e inovação são muito complexos e dependem de uma série de fatores que devem ser observados: tipo de gestão, nível de confiança dos colaboradores na direção; cultura empresarial e da influencia da cultura nacional e local sobre os agentes envolvidos, entre outros….

    Responder
    • Wallace Oliveira
      19/02/2018 4:22 pm

      Olá,

      Sinceramente não vejo sentido em estimular o grupo. Criatividade é uma característica do indivíduo e de quem toma frente em iniciativas. Se ficarmos esperando o “grupo” vamos cair nos erros do sistema comunista.

      Responder

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