Estudo sobre uso do BPM no Brasil revela nível de maturidade

A utilização do BPM (Business Process Management) vem, aos poucos, se tornando comum dentro das organizações brasileiras e já é considerada por muitos gestores e profissionais de diversas áreas como uma tendência mundial. Porém, mesmo com a grande disponibilidade de conteúdos sobre o conceito, ainda é difícil encontrarmos levantamentos e pesquisas sobre a aplicação do BPM no Brasil (empresas e órgãos públicos), e com o apoio deste material definir diretrizes para sua adoção.

Devido a esta dificuldade em se encontrar informações relevantes é que os profissionais da Venki Tecnologia iniciaram, em meados de agosto de 2012, um projeto de pesquisa tendo como referência iniciativas encontradas na web, criando assim o Diagnóstico BPM Brasil.

“Por volta de agosto de 2012 percebemos que o mercado brasileiro de BPM era carente de informações sobre esta solução. Então estudamos iniciativas na internet e encontramos o BPTrends que nos serviu como modelo para desenvolver o estudo. Elaboramos assim um questionário para avaliar questões importantes sobre o conhecimento das organizações a cerca do BPM no Brasil”, explica o CEO da Venki Tecnologia, Wallace Oliveira.

A Campanha “Diagnóstico BPM Brasil 2012” foi lançada em outubro de 2012 e, em poucos dias de divulgação, mobilizou empresários e profissionais de processos interessados em participar. Durante quatro meses foram coletadas, por meio de um questionário, informações de diferentes empresas e órgãos públicos do país em diversos segmentos de atuação. A partir delas realizou-se um estudo geral que resultou em um relatório individual de cada organização participante, a fim de revelar dados sobre a visão do uso do BPM no Brasil, identificando quais serão as apostas e tendências tecnológicas para 2013. “Foram quatro meses de dedicação, levantamento de informações e intensa divulgação da iniciativa nas redes sociais que contou com o envolvimento e participação efetiva da “comunidade” interessada. Ao todo foram respondidos 161 questionários e desses 88 foram concluídos e, assim, habilitados para compor o relatório final”, comenta Wallace Oliveira.

Segundo o CEO da Venki, o número de questionários respondidos que compuseram o estudo já é um resultado positivo. “Estes números já são resultados e demonstram o interesse dos empresários e profissionais em entender a função do BPM como forma de estratégia e planejamento corporativos”, acrescenta. O Diagnóstico revelou interessantes conclusões sobre a postura das organizações brasileiras diante do seu conhecimento e utilização das ferramentas BPM. Entre os principais aspectos da pesquisa, concluiu-se que o interesse neste assunto é bem distribuído entre micro, pequenas e grandes empresas. Constatou-se que o interesse no uso do BPM no Brasil é uma necessidade comum à todos os portes de empresas.

“Sabemos que ainda existe uma cultura de que o BPM é útil somente à empresas de grande porte, porém percebemos que o uso deste tipo de ferramenta é importante para qualquer tipo de empresa”, aponta Wallace.

Os setores com maior índice participativo foram os de consultoria em software, com participações também bem distribuídas entre outros setores do mercado que possuem como principal fator de interesse no BPM desenvolver um alinhamento dos processos com a estratégia do negócio. Organizações do sudeste e do sul do país demonstraram grande entusiasmo no estudo e lideraram em participação, seguidas das organizações da região centro-oeste que revelaram crescente atenção, esta motivada por Brasília.

Automatização deficiente no uso do BPM no Brasil

Outro fator importante na conclusão do diagnóstico é que as empresas não estão focadas somente na redução de custo ao implantarem o BPM, mas também na elevação do nível de qualidade de seus serviços por meio da automatização e gestão de seus processos. Sobre a postura das empresas é possível dizer que estão maduras no que diz respeito a mapeamento e documentação dos processos. Todavia, a falta de automatização dos processos (execução do fluxo de trabalho em um sistema de informação controlando este fluxo) faz com que essas empresas não tenham acesso a relatórios gerenciais e tampouco indicadores e, desta forma, não possuem controle das atividades e referências para prática da melhoria.

“Mesmo maduras em termos de documentação, boa parte das empresas aposta na implantação departamental do BPM e automatiza setores isoladamente quando poderia investir na implantação destes em cadeia de valor e trabalhar seus processos de forma integrada otimizando seu trabalho como um todo”, ressalta o executivo da Venki Tecnologia.

A Venki Tecnologia espera que este diagnóstico seja de grande utilidade para as empresas participantes.

“O estudo foi um sucesso e está despertando muito interesse nas pessoas com dois propósitos: tornar os processos dentro das empresas mais automatizados e caminhar para um desenho baseado na cadeia de valor. Esperamos que este relatório sirva como um direcionador de iniciativas e desperte para o uso de BPM nessas organizações”, finaliza Wallace.

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